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05/07/2011 - 16:20h

Review Especial Triplo: "F.E.A.R. 3"

Em uma análise altamente positiva, destrinchamos o que o novo e modesto shooter traz de bom; e de aterrador!

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Olá, leitores! Estamos de volta com mais um Review Triplo Especial. Dessa vez, vamos acompanhar a dupla Point Man e Fettel no decorrer da saga de “F.E.A.R. 3”, em busca de sua mãe sobrenatural, cujos espasmos são capazes de explosões atômicas e responsáveis por abrir fendas para universos paralelos. Ah... a gente sempre fica um pouco emocionado com reencontros familiares, mesmo que (ou principalmente se) metralhadoras gigantes estiverem envolvidas.

Assim como no nosso review de “Duke Nukem Forever”, a opinião a respeito do mais novo título da saga foi mista na redação. Por isso separamos três de nossos redatores para falar do game sob aspectos bem diferentes e para deixar a discussão a mais aberta possível. Se você ainda está perdido no que raios é “F.E.A.R. 3”, já adiantamos: a trama não faz o menor sentido. E este é o menor dos seus problemas: o singelo título merece nem que seja algumas horas de sua preciosa atenção. Descubra exatamente o porquê logo abaixo.

Ronaldo D’Arcadia

De forma mais cinematográfica do que nunca, “F.E.A.R. 3” continua a contar a perturbada história de Alma e seus dois filhos, Point Man e Paxton Fettel. Infelizmente o clima de “survival horror” desta sequência não é tão assustador como deveria ser, mas novamente sua jogabilidade como shooter é eficiente e oferece uma experiência empolgante para os jogadores.

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A história segue de perto o final de “F.E.A.R. 2: Project Origins”. Depois de um evento catastrófico (iniciado por Alma) ter arrasado cidades inteiras, Point Man precisa abrir seu caminho à bala e assim salvar a pele de uma antiga companheira de equipe, cheia de nobres intenções. Junto ao supersoldado está seu irmão Fettel, representando uma voz doentia que relembra todos os horríveis acontecimentos que levaram a dupla até este determinado momento.

A colaboração dos mestres do terror John Carpenter (consultor) e Steve Niles (co-roteirista) pode ser sentida nos excelentes momentos cinematográficos, principalmente nos flashbacks que revelam todo o sofrimento proveniente do confinamento vivido pelos pequenos irmãos, que não eram mais do que ratos de laboratório.

Divido por capítulos independentes, “F.E.A.R. 3” se resume em avançar por salas quase sempre recheadas de soldados comandados pela manipuladora corporação Armacham. Em outros momentos, temos cidadãos que foram enlouquecidos pela influência psíquica devastadora de Alma (Cultist e Cannibals, que são inimigos incômodos). Monstros elementares de fogo (Scavengers, que sempre atacam em bandos) e soldados que são carregados por energia elétrica, oferecem os momentos de combate mais desafiadores.

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Com um arsenal interessante e variado, a jogabilidade de Point Man – com seus reflexos sobre-humanos – se torna prazerosa. O slow motion pode ser um artifício batido nos dias de hoje, mas seu uso não deixa de ser satisfatório e divertido. Você pode controlar também (em algumas missões) armaduras de guerra que lhe tornam praticamente imbatível (típico momento para relaxar e trucidar seus oponentes). Mesmo oferecendo uma jogabilidade bem linear (no melhor estilo arcade), existem sim momentos de sufoco. Alguns “Desafios” a serem conquistados ajudam a instigar a diversificação de estratégia, como matar 10 inimigos usando granadas, conseguir 50 headshots ou coletar o maior número de Solo Psychic Link de soldados e civis mortos.

O quesito gráfico não impressiona, na verdade, ele é ligeiramente desapontador. Apesar de não apresentar problemas graves, seus ambientes e cenários são simplistas, pecando pela falta de detalhes e acabamento, falhando assim em oferecer um clima “mais” horripilante. Já a física foi aprimorada, as execuções e movimentações estão mais orgânicas. No momento do slow podemos ver o rastro de ar deixado pelas balas, nos colocando então dentro de um filme dos irmãos Wachowski. Mas um dos destaques é a trilha e efeitos sonoros, utilizados de forma eficaz nos momentos “calmos” do jogo, juntamente com transições de filtros de imagem que enfatizam a invasão psíquica de Alma (com seu medonho e boquiaberto Creep) na mente do personagem.

A campanha single player pode ser jogada pelos dois irmãos, mas é preciso primeiramente finalizar as missões com Point Man para que Fettel seja liberado. A campanha multiplayer off-line oferece excelentes momentos de parceria, pois a jogabilidade de Fettel (extremamente diferenciada) permite contundentes ataques em conjunto, como levitar inimigos para que Point Man os fuzile. No modo on-line temos missões em equipe como “F*ing Run” (para até quatro jogadores), onde a sobrevivência e correria são palavras chave.

No final, o jogo da Warner Bros. e da desenvolvedora Day 1 Studios faz o caminho contrário: agrada bastante como FPS e se vira mais ou menos como survival horror. A falta de requinte visual (esperado para um jogo como esse) é relevada pela jogabilidade competente. Mesmo não sendo perfeito, “F.E.A.R. 3” definitivamente pavimenta um novo caminho para sua disfuncional família. 

Gráficos: 7,0
Som: 8,0
Jogabilidade: 8,5
Diversão: 8,0
Replay: 7,5
NOTA FINAL: 8,0

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Leonardo Teixeira

Vamos começar pelo lado positivo: “F.E.A.R. 3” continua a trilhar o bom e justo caminho da série em seus aspectos mais importantes. O fundamental é que o jogo é um divertido e explosivo passeio de carrinho assombrado, povoado por espíritos, gente possuída, supersoldados elétricos e uma garotinha com tendência em mandar frequências subsônicas pelo seu headset. Sim, o jogo é um estouro e, em seus melhores momentos, trazem um prazer simples que lembra games como “Serious Sam” e “Painkiller”.

Mas o elemento mais icônico desta versão (e que, ao mesmo tempo, arrisca assombrar a série muito mais do que qualquer aberração além-mundo) são as pequenas conquistas que o jogador recebe por cada ação na campanha. Poder ter a chance de melhorar seus personagens com armamentos e habilidades cada vez mais afiadas cria um ritmo fantástico para a ação e recompensa o tempo do jogador até quando o árido e confuso design de fases os deixa para lá e para cá como ratinhos de laboratório.

Mas o que isso traz de nocivo para a série é puramente tendencioso: “F.E.A.R. 3” é muito mais multiplayer do que campanha. É triste ver um universo tão caótico e inusitado se curvar de maneira tão calculada aos hábitos de FPSs como “Call of Duty”, que sacrificam tensão e variedade com limitações de dois espaços para alocar armas e vidas recarregáveis, tudo em prol de um replay dito infinito. Com isso, “F.E.A.R. 3” não só perde o pouco de tensão climática que a série abraçava, como também coloca em xeque aquilo que fez muitos de nós se apaixonarem pela coisa pra início de conversa.

Ainda bem que a Day 1 Studios se prova uma artesã tão capaz nos modos multiplayer de “F.E.A.R. 3”. “F*cking Run” é a menina dos nossos olhos claros e a exigência de detonar monstruosidades em grupos de quatro jogadores enquanto um paredão de morte se aproxima mistura clima, tensão, ritmo e ação de maneira viciante. O cooperativo é outro ponto forte, embora os poderes de Fettel não pareçam tão práticos quanto a manipulação temporal de Point Man e todo o ambiente competitivo em coletar pontos não traz tanto de positivo para a receita do jogo.

Gráficos: 7,0
Som: 9,0
Jogabilidade: 7,5
Diversão: 8,5
Replay: 8,0
NOTA FINAL: 8,0

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Marcelo Costa

Shooters são e sempre serão um dos gêneros mais utilizados no mundo dos games, que, mesmo nunca perdendo a essência de clássicos como o primeiro “Doom”, estão sempre se reinventando e criando novas formas de atrair mais jogadores.

Só neste ano tivemos o lançamento de títulos como “Killzone 3”, “Crysis 2” e, provavelmente um dos jogos que mais trouxe novidades ao FPS: “Bulletstorm”. O que podemos esperar depois desses games? Bom, pelo visto, podemos esperar muito se estamos falando de “F.E.A.R. 3”, terceiro título que dá continuidade à franquia de ação/terror criados pelo pesadelo vivo que é a garota Alma.

Se você já jogou algum jogo da série, sabe que a jogabilidade de “F.E.A.R.” é bastante dinâmica: com dezenas de inimigos que te atacam por todos os lados possíveis, o jogador tem que se virar com seus ataques corporais, duas armas e uma função de slow motion que deixa as coisas (um pouco) mais fáceis.

Neste último lançamento da franquia, é possível observar um crescimento em relação à sua dinâmica. Enquanto o jogador tem que enfrentar diversos guardas que fazem o clássico atira-esconde, o ponto alto está na novidade quando enfrentamos um exército de zumbis que, além de bloquear ataques corpo a corpo, podem pular em nossa direção com bombas presas ao corpo e acabar com a diversão.

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Ou melhor, não chegam a acabar com a alegria, mas sim melhoram. Balas devem ser gastas com cuidado em diferentes tipos de inimigos – aqueles que te atacam de frente e os “zumbis-bomba”, tudo deve ser pensado e aliado a uma movimentação constante para não ser atingido por ninguém.

Divertido, renovado, enérgico e instigante, “F.E.A.R. 3” possui uma ótima campanha single-player com boa história e tiroteios intensos com retoques de multiplayer. Com lançamentos como “Battlefield 3”, “Modern Warfare 3” e “Rage” chegando aí, fica difícil arriscar o posto de um dos melhores shooters do ano, mas é um dos mais divertidos dos últimos tempos!

Gráficos: 7,5
Som: 8,0
Jogabilidade: 8,5
Diversão: 9,5
Replay: 9,0
NOTA FINAL: 8,5

Da Redação


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