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12/09/2011 - 15:53h

"Hard Reset": primeiras impressões

O game independente quer inovar descomplicando tudo

DivulgaçãoHora extra do soldado Fletcher rende "Hard Reset"

O game de ficção científica "Hard Reset" surgiu como uma agradável surpresa nos últimos tempos, mas primeiramente não por sua jogabilidade ou história, mas sim por seu caráter libertário carregado de filosofias ligeiramente provocativas. 

"Nós não queremos criar um game mainstream, por que eles são tediosos. Fazemos jogos para todos aqueles que estão cansados de temas genéricos e shooters anti-terroristas", destacou Michal Szustak, CEO da independente Flying Wild Hog. A pequena equipe desenvolvedora – que conta com profissionais que trabalharam em jogos como "Bulletstorm" e "The Witcher 2" – prometeu desde o início entregar algo que não se adapta ao cenário atual de shooters, tanto culturalmente como mercadologicamente.

"Nosso estúdio é independente e estamos tentando fazer as coisas de nossa maneira, e isso vale para o preço do produto também. Não somos uma corporação que gasta muito dinheiro em publicidade e propaganda, forçando os jogadores a pagarem mais pelos títulos", alfinetou Szustak em uma entrevista cedida ao Gamefront.

E mesmo sendo um game independente e destinado única e exclusivamente para o PC (até agora), sua apresentação sempre nos remeteu a um jogo de qualidade elevada, fato que pode ser comprovado com sua versão demo liberada poucos dias atrás.

DivulgaçãoAmbientes interativos e cheios de personalidade chamam atenção no jogo

Jogabilidade: de volta as origens

O ano é 2436 e o local é Bezoar City. Na trama somos apresentados a Fletcher, soldado da fictícia Corporação, que trabalha como sentinela do Santuário, uma network que mantém bilhões de personalidades de seres humanos digitalizadas. Aparentemente, uma evolução da inteligência artificial vigente encontrou neste banco de dados a possibilidade de atravessar o limite entre existir e dominar, o que bota a raça humana em xeque. Fletcher estará presente desde o primeiro ataque das máquinas contra os seres humanos e tem como objetivo botar um ponto final na confusão.

Um dos maiores pontos enfatizados pela Flying Wild Hog em "Hard Reset" é a vontade de deixar de lado todo insanidade anti-terrorista que ronda os FPS mais populares - que trazem uma jogabilidade mais calcada no realismo de ações militares. A ideia da desenvolvedora é descomplicar tudo para inovar. O jogador, por exemplo, não precisa recarregar sua arma em momento algum, não existe a opção de visão de mira e o único zoom ( do cano da arma) é um upgrade efetuado durante o jogo. O sistema de melhorias aliás traz uma interface de menu bem interessante, que lembra o estilo "realidade aumentada" de "Dead Space".

DivulgaçãoInimigos feitos de sucata! Inteligência Artificial encontra um caminho para dominar os humanos

O design de fases é linear e inteligente, pois intercala sabiamente momentos de ação com exploração de ambientes. O universo cyberpunk de "Hard Reset" com certeza é um de seus maiores trunfos, com becos e ruas sujas abarrotados de carros futurísticos com um estilo estranhamente retrô. Tudo isso é alicerçado por uma produção competente, que simplesmente opera um milagre (levando em conta a grana curta por trás do jogo) nas questões "gráficos e física" do jogo. A parte técnica não se compara aos grandes lançamentos atuais, mas perde por pouco, ou seja, é tudo mais que satisfatório.

O sistema de combate é eletrizante... literalmente. Você é incentivado a usar o cenário como uma de suas armas a todo momento, explodindo caixas de força que soltam braços de eletricidade capazes de fritar seus inimigos. É possível também explodir carros e galões de combustível para destruir paredes danificadas e coletar itens para upgrade ou mesmo resolver puzzles das missões.  

Na demo somos apresentados a dois tipos de máquinas inimigas: as pequeninas criaturas que atacam em bando e tombam de forma engraçada, e as colossais, que avançam como um touro para cima de você e são responsáveis pelos momentos de maior tensão. Não tem segredo: o importante é não parar de atirar e usar o cenário, para assistir belas explosões finais. São prometidas mais de 20 tipos de armas.

"Hard Reset" com certeza não tem pretensões de ser um jogo aclamado. Sua intenção primordial é oferecer diversão em moldes clássicos, que na verdade nem são tão clássicos assim, mas que no momento estão um pouco esquecidos. Ao jogar o título você poderá perceber que a inspiração do game vem de nomes como "Bioshock", "Prey" e "Half-Life". Pelo preço do game, definitivamente vale a pena embarcar nessa aventura até o fim. 

O jogo será lançado amanhã (13 de setembro) para PC ao custo de US$ 30.  

Ronaldo D´Arcadia

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