Em Belém, no Pará, o Museu Paraense Emílio Goeldi abriga a exposição “Brasil: Terra Indígena”, que foi inaugurada em meio aos preparativos para a COP30. Com mais de 390 povos indígenas e cerca de 300 idiomas, o Brasil apresenta uma rica diversidade cultural que é celebrada nesta mostra, que ficará em cartaz até o dia 6 de maio.
A exposição é composta por mais de 2 mil itens, incluindo cestas, cerâmicas e vestimentas de diversas etnias do país. Um dos destaques é uma instalação que reproduz uma roça indígena, elaborada com a colaboração dos indígenas Akroá-Gamela, que utilizaram folhas de pindoba, uma planta típica do Maranhão, para criar essa representação simbólica do sustento indígena.
“A gente encomendou uma roça, realmente, tecida em folhas de pindoba, que é uma planta jovem do babaçu, muito presente no Maranhão. A gente pediu para que os indígenas Akroá-Gamela, que são indígenas de retomada, parceiros nessa disposição, tecessem essa palha e criassem essa grande instalação da roça indígena que, simbolicamente, traduz o sustento necessário para vida”.
Além dos objetos, a exposição também apresenta fotografias de 45 artistas indígenas, que capturam o cotidiano e a presença de líderes importantes da atualidade. O diretor do Museu Goeldi, Nilson Gabas Júnior, enfatiza que a mostra busca comunicar a resistência dos povos indígenas e promover uma reflexão sobre a diversidade cultural brasileira.
“Quem viu a exposição se identificou num certo sentido com ela, porque, ao ver a exposição, ao participar daquilo que tá sendo exposto ali, você consegue identificar também um pouco da nossa tradição, um pouco da nossa identidade enquanto brasileiros”.
Embora a exposição esteja em seus últimos dias no Museu Goeldi, há planos para que ela viaje para outras cidades do Brasil, levando a mensagem e a riqueza cultural dos povos indígenas a um público ainda mais amplo.
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