O Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, abriu suas portas nesta quinta-feira para uma exposição dedicada a Janis Joplin, um ícone da contracultura e uma das vozes mais marcantes do rock. Com mais de trezentos itens originais, a mostra inclui cartas, fotografias, figurinos e discos que revelam a trajetória da artista.
Janis, que completaria 83 anos em janeiro, faleceu em outubro de 1970, aos 27 anos, deixando um legado musical inigualável. A exposição oferece uma visão íntima de sua vida, apresentando objetos que estavam guardados desde sua morte e que agora são exibidos pela primeira vez.
O curador da mostra, André Sturm, optou por organizar os itens em torno de sentimentos, refletindo a intensidade emocional que permeava a vida e a obra de Joplin. O público poderá ouvir trechos de suas músicas e assistir a um vídeo de sua apresentação no Festival de Monterey Pop, um marco em sua carreira.
Uma seção especial da exposição é dedicada à visita de Janis ao Brasil, onde, em fevereiro de 1970, ela se apresentou em boates e foi fotografada nas praias do Rio de Janeiro durante o carnaval.
Chris Flannery, consultor da exposição, destacou que a mostra revela um lado pouco conhecido da artista, ressaltando sua faceta como artista visual. “Nos manuscritos e desenhos dela, você vai ver um lado dela que as pessoas não conheciam: ela era uma artista”, afirmou Flannery.
Janis Joplin, que gravou quatro álbuns entre 1966 e 1970, continua a ser uma referência de liberdade e expressão, especialmente para as mulheres, ao desafiar os papéis sociais da época.
A exposição “Janis” estará em cartaz até julho, e os ingressos podem ser adquiridos no site do MIS, com entrada gratuita às terças-feiras.
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