Festival Caju de Leitores celebra a literatura indígena na Bahia com diversas atrações


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Iniciando nesta quarta-feira (2), o Caju de Leitores, reconhecido como o primeiro festival de literatura indígena do Brasil, promete uma rica programação na Oca Tururim, localizada na Aldeia Xandó, em Porto Seguro, Bahia. Este evento, que se destaca por sua importância na preservação da cultura Pataxó, inclui rodas de conversa, contação de histórias, atividades educativas e apresentações culturais.

Entre os convidados desta edição, destaca-se a indígena argentina Mariela Tulián, a primeira latino-americana a participar do festival, além de Vanessa Guarani Ratton, vencedora do Prêmio Jabuti 2023 na categoria Fomento à Leitura, e Auritha Tabajara, a primeira mulher indígena a publicar cordéis no Brasil.

Sairi Pataxó, escritor e anfitrião do festival, compartilha a essência do evento:

“O Caju de Leitores é um festival literário dentro da nossa comunidade indígena Pataxó do Xandó que nasceu em 2022 para fomentar a leitura, unir os nossos escritores do Brasil inteiro – este ano já internacional, com a escritora indígena internacional – e unir as escolas à leitura”.

Com o tema “Um Manifesto de Bichos”, a edição deste ano busca destacar a importância dos animais na cultura Pataxó, como enfatiza Sairi:

“É um tema que é muito forte na nossa cultura. É uma tradição milenar. O cachorro, que é um amigo muito forte do nosso povo, que, para onde a gente vai, principalmente onde tem mata, a gente leva o cachorro. Assim como as outras caças, que são muito fortes na tradição do nosso povo e fazem parte da vivência da nossa vida”.

Alethea Costa, curadora e coordenadora de produção do festival, expressa otimismo quanto à participação do público:

“Todos os anos, vem aumentando a participação de alunos, das escolas, dos professores, que já se programam durante o ano dentro da carga letiva para estarem presentes aqui, até atividades escolares que já são pensadas tendo o Caju de Leitores como um dos focos. E este ano também, o que deixa a gente bastante otimista é que nós, no início do ano, realizamos uma itinerância pelas escolas indígenas aqui do município, levamos um pouco do Caju de Leitores para essas escolas.”

O festival também homenageia a anciã e liderança Pataxó Maria Coruja, que é cantora, compositora, artesã e guardiã da memória do povo Pataxó. Ela sobreviveu ao episódio conhecido como Fogo 51, uma ação violenta contra a população indígena Pataxó, e se tornou uma referência no samba indígena.

A programação do Caju de Leitores é gratuita e se estende até sexta-feira (4).

As notícias publicadas por esse autor são de fontes próprias e externas, e não representam o posicionamento do veículo.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-09/festival-caju-de-leitores-comeca-nesta-quarta-com-serie-de-atracoes


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