O Ilê Aiyê, um dos mais tradicionais blocos afro do Brasil, está prestes a realizar mais uma edição da Semana da Mãe Preta, um evento que se tornou um marco na celebração da cultura negra e da força das mulheres. Desde 1979, essa festividade ocorre em setembro, mês que simboliza a luta e a resistência das mulheres negras na sociedade brasileira.
Valéria Lima, uma das curadoras do evento, destaca a importância dessa celebração: “A Semana da Mãe Preta é um evento que celebra, de fato, as mulheres negras, né? Que faz parte do calendário do Ilê há muitos anos, há mais de 40 anos, e que celebra as mulheres negras, né? E aí a data exata, né, é sempre no mês de setembro, porque tá relacionado, por incrível que pareça, à Lei do Ventre Livre.”
Com entrada gratuita, a programação deste ano tem como tema “Mulheres Negras: Memória, Resistência e Ancestralidade”. O evento contará com uma série de debates, vivências e oficinas que visam ressaltar o papel fundamental das mulheres como guardiãs da cultura e líderes comunitárias. A curadoria, realizada por Valéria Lima e Val Bem-Vindo, netas de Mãe Hilda Jitolu, traz um aspecto afetivo e de continuidade familiar, homenageando a matriarca espiritual que deixou um legado significativo na história do Ilê Aiyê e na luta pela afirmação da identidade negra na Bahia.
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