No Brasil, abril é um mês dedicado à conscientização e ao combate ao racismo religioso. Em uma iniciativa significativa, a ONG Criola apresenta a segunda edição digital e gratuita da cartilha intitulada “Terreiros em Luta: Caminhos para o Enfrentamento ao Racismo Religioso”.
Com o objetivo de promover os direitos das mulheres negras, a Criola colaborou com diversos parceiros, incluindo o Terreiro Ilê Axé Omi Ogun Siwajú, localizado em São Félix, e o Terreiro Ilê Axé Omiojuarô, de Niterói, além da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro.
A cartilha, disponível para download no site criola.org.br, oferece uma gama de informações úteis, como órgãos de apoio, legislações pertinentes, redes de proteção e orientações sobre como denunciar casos de discriminação religiosa. O material inclui ainda um guia prático para documentar ocorrências de intolerância.
A expectativa é que essa publicação sirva como uma ferramenta valiosa no enfrentamento do racismo religioso no Brasil, fortalecendo não apenas os Terreiros, que frequentemente são alvo de crimes de intolerância, mas também outras ONGs e movimentos religiosos de matriz africana.
Os dados sobre racismo religioso são alarmantes. Em 2024, o Disque 100 registrou mais de 2.470 denúncias de intolerância religiosa, um aumento de 66% em comparação ao ano anterior, com quase mil casos a mais. As mulheres negras e a comunidade LGBTQIAPN+ continuam a ser as principais vítimas desse tipo de violência.
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