O Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MICBR+Ibero-América) está promovendo uma intensa troca de experiências e oportunidades no setor cultural brasileiro. O evento, que teve início na quarta-feira (3) e se estenderá até domingo (7) no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, conta com mais de cem atividades programadas, reunindo artistas e produtores em busca de parcerias.
As interações entre os participantes são realizadas em rodadas de negócios rápidas, com duração de 20 minutos cada. Na manhã desta quinta-feira (5), a ministra da Cultura, Margareth Menezes, visitou o evento e interagiu com os presentes, ressaltando a importância do MICBR para o fortalecimento da economia cultural.
“São artistas em várias áreas e compradores também, né, e dessa vez bem mais amplo porque nós temos aí a América Latina também participando. Em Belém foram gerados mais R$ 70 milhões de negócios entre o momento e ao longo do ano, nós temos expectativas muito maiores porque dessa vez são 600 pessoas participando entre compradores e vendedores”.
A ministra enfatizou que a cultura é um motor econômico vital, capaz de gerar PIB e promover o desenvolvimento local. Ela destacou a diversidade cultural do Brasil e a necessidade de aproveitar esse potencial para impulsionar a economia criativa.
“Um dos aspectos da nossa gestão é alavancar essa percepção pro povo brasileiro, nós temos uma forte variedade de produção cultural em todos os lugares. Então é preciso tirar esse ativo econômico e usá-lo como uma ferramenta de desenvolvimento local. Nós trouxemos gente de todo o Brasil, mas nós queremos trazer isso como exemplo que pode ser replicado nas cidades, nos estados, aproveitar o potencial da economia criativa”.
Produtores como Julianna Sá, da Dobra Música, estão aproveitando a feira para apresentar seus artistas. Ela comentou sobre a facilidade das negociações, que ocorrem de forma direta e objetiva.
“É muito legal você ver essa dinâmica, é muito rico você sentar com alguém que tá interessado no que você tem pra apresentar, a pessoa está tá aqui pra comprar e aí você fala `olha eu tenho esse artista, esse artista`. A gente tem a possibilidade de estudar os perfis de cada um antes, então dá uma linda, já saca o que tá fazendo, qual o perfil do festival e aí já vai objetivamente, tipo, `olha eu acho que esse artista tem mais a ver por causa disso, disso`.”
O produtor Foca, do festival DoSol, de Natal, também elogiou o formato das rodadas, que permitem o acesso a novas produções e talentos de diferentes regiões do Brasil.
“O nosso festival é muito eclético, então eu praticamente tive interesse em quase tudo que me foi ofertado. Muita gente é de outras regiões, então já recebi gente de Alter do Chão, lá Santarém, lá do sul. Isso que é legal, assim você vai ter acesso a coisas que você não tem normalmente. É um tipo de encontro que valoriza isso, diminui essa distância, então pra gente é legal porque você termina sendo atingido por coisas que você não seria atingido em outros lugares”.
O artista multimídia Beethoven Cavalcante também encontrou oportunidades no evento, fechando uma parceria voltada para a reciclagem de resíduos, demonstrando como o MICBR pode gerar colaborações inovadoras.
As rodadas de negócios do MICBR continuam até o sábado (6), promovendo um ambiente propício para o crescimento e a valorização da cultura brasileira.
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