O Museu da Abolição, situado no bairro Madalena em Recife, celebra sua reabertura ao público após um longo período sem exposições. O espaço, que passou por reformas estruturais, agora apresenta duas mostras significativas: “Que herança você vai poder?” e “Restituir o Possível”.
A primeira exposição, com curadoria de Alex de Jesus, reúne obras de 29 artistas que refletem sobre a herança deixada ao povo negro brasileiro após a promulgação da Lei Áurea em 1888. Dividida em três eixos – presente, passado e futuro – a mostra busca provocar uma reflexão sobre o legado cultural e histórico.
Por sua vez, a exposição “Restituir é Possível” apresenta mais de 100 peças do acervo do museu, representando a diversidade cultural de mais de 20 etnias de 12 países africanos.
A diretora substituta do museu, Fabiana de Lima Sales, ressaltou a importância das exposições para a missão institucional do espaço, que é preservar e valorizar a memória e a cultura afrodescendente. Ela destacou que, pela primeira vez, o museu contará com uma exposição de longa duração, essencial para o diálogo sobre história e cultura afro-brasileira.
“Pela primeira vez, o Museu da Abolição vai ter uma exposição de longa duração, que é o principal cartão de visita da maioria dos museus, totalmente pensada, elaborada, produzida em diálogo com a sua missão institucional e com as questões que estão na pauta do dia do debate sobre história, memória, cultura afrobrasileira e a sua relação com o processo de abolição da escravidão da forma inacabada como aconteceu aqui no Brasil.”
Inaugurado em 1983, o Museu da Abolição foi criado pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek em homenagem aos abolicionistas João Alfredo e Joaquim Nabuco, e desde então tem sido um espaço importante para a preservação da história afro-brasileira.
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