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Harvard suspende uso do termo “mestre” por relação à escravidão

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A Universidade Harvard, uma das mais prestigiadas do mundo, decidiu abolir o termo “mestre” como título de uma tradição acadêmica, por suposta referência à escravidão. Assim, os líderes dos dormitórios que costumavam ser conhecidos como “mestres da casa” começarão a ser tratados como “decanos da faculdade”. A mudança foi anunciada em um comunicado pelo reitor da faculdade de Artes e Ciências da instituição, Michael D. Smith. Durante o pronunciamento, ele explicou que a nova regra se aplica aos 24 líderes de dormitórios, mas que não tem relação com outros usos da palavra, como o grau de mestrado.

A medida foi tomada após a pressão de estudantes da universidade e outras instituições norte-americanas, como Yale e Princeton. Contudo, Smith deixou claro que não via qualquer relação direta entre o uso do antigo termo e o regime.

Em outro movimento, militantes pedem que a faculdade de Direito deixe de usar seu brasão oficial, que homenageia a família Isaac Royall. Apesar de ter apoiado a fundação da escola, a família também é conhecida pela forma brutal como tratava os escravos.

Confira um trecho da carta divulgada pelos ativistas da faculdade de Direito:

Símbolos físicos são expressão de quem somos e o que valorizamos como comunidade. Dos retratos dos professores no segundo andar de Wasserstein, às pinturas na biblioteca e composição atual da faculdade, a escola de Direito é preenchida com lembranças visuais de que foi criada por, e para, homens brancos. O mais ubíquo desses símbolos, o selo — que adorna todos os nossos prédios, roupas, papéis e diplomas — honra um escravista e assassino.

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