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Preço de passagem aérea cai 43% em 12 anos no Brasil

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3Preço de passagem aérea cai 43% em 12 anos no Brasil

 

Com a inflação acumulada no ano encostando nos 10%, é difícil encontrar algum produto ou serviço cujo preço não tenha subido (muito) nos últimos tempos. Um setor, porém, que tem registrado quedas contínuas nos valores há anos é o de passagens aéreas nacionais. Segundo dados divulgados pela Conferência Nacional do Transporte (CNT), o valor dos voos domésticos caiu 43,1% em 12 anos. O preço médio de um bilhete aéreo em 2002 era de 580,58 reais e passou para 330,25 reais em 2014.

O estudo ainda reforça que a oferta de voos de uma faixa de preço mais acessível subiu consideravelmente nos últimos anos. Em 2002, apenas um terço dos bilhetes comercializados custavam até 400 reais. Ano passado, o percentual subiu 116% e chegou a 72,8% das passagens vendidas. A mudança nos valores fica ainda mais acentuada quando levamos em conta a inflação acumulada do período, que é de 124%. Ou seja, 400 reais naquela época equivaliam a 895,90 reais no final de 2014. O preço médio de 580,58 reais, portanto, sairia por 1.300,95 reais agora – 293,9% a mais do que o valor médio pago nos bilhetes em 2014 (os 330,25 reais).

O número de passageiros transportados subiu de 32,92 milhões em 2000 para 102,32 milhões em 2014.

A consequência direta da queda abrupta nos preços foi a popularização do avião como meio de transporte entre os brasileiros. Em 2000, a média anual era de 0,19 viagem por habitante; ou seja, a cada cinco brasileiros, apenas um viajava de avião durante o ano – e somente uma única vez. Já em 2014, o número alcançou 0,5, o que significa dizer que, fazendo uma média, metade da população brasileira anda de avião anualmente. O crescimento do número total de passageiros transportados foi de 210,8% entre 2000 (32,92 milhões de pessoas por ano) e 2014 (102,32 milhões).

As cias aéreas tiveram um aumento de 24,7% no aproveitamento dos voos dentro do Brasil (assentos ocupados / assentos oferecidos) entre 2000 e 2014.

A meta do governo é chegar a 600 milhões de passageiros transportados por ano até 2034, elevando a média para mais de duas viagens por habitante e se aproximando dos índices de países desenvolvidos. Na Austrália, por exemplo, são 2,44 bilhetes aéreos anuais para cada habitante. A taxa nos Estados Unidos é semelhante: 2,1 voos per capita.

Imagens: iStock

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