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Rio 2016: os recordes olímpicos que duram até hoje

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inspiração-conheça os recordes olímpicos mais impressionantes

 

O dia 5 de agosto de 2016 é a data mais importante da história esportiva do país: daqui a exatamente um ano, vai começar a Olimpíada do Rio de Janeiro. A cidade ainda passa por diversas obras e as instalações esportivas vão saindo do papel aos poucos, mas o clima olímpico já está mais presente do que nunca. Para marcar a data, separamos alguns dos recordes mais importantes alcançados em Jogos Olímpicos, cujas marcas os atletas tentarão superar no ano que vem.

A modalidade mais nobre da competição, o atletismo, é o esporte que possui os recordes mais antigos, com um resultado obtido 47 anos atrás! A evolução da natação é mais intensa, já que nenhum tempo anterior a Pequim-2008 resistiu às duas competições seguintes. No ciclismo, uma curiosidade: todos os recordes masculinos pertencem à Grã-Bretanha, grande potência da modalidade. O tiro ainda conserva uma marca alcançada em Moscou-1980, por um atleta da antiga União Soviética.

Usain Bolt – 100m rasos

O homem mais rápido do mundo atualmente é o detentor da melhor marca já alcançada em Jogos Olímpicos. Na última edição, em Londres-2012, o jamaicano quebrou o recorde que era dele mesmo, de quatro anos antes. Na grande final, Usain Bolt deixou para trás os sete adversários e marcou 9.63s, melhorando o tempo em 0.06s. O recorde mundial também é dele: no Mundial de Berlim, em 2009, o caribenho cravou impressionantes 9.58s.

Absoluto nas provas de velocidade, Usain Bolt já possui seis medalhas de ouro olímpicas.

César Cielo – 50m livre

O único recordista olímpico brasileiro da atualidade é o nadador César Cielo. Na Olimpíada de Pequim-2008, com apenas 21 anos, Cesão surpreendeu os favoritos franceses e australianos e ficou com o ouro na prova mais rápida da natação, os 50m livre. Além do lugar mais alto do pódio, o brasileiro estabeleceu novo recorde da competição, com 21.30s. Quatro anos depois, conquistou a medalha de bronze com 21.59s, mas o vencedor da prova, o francês Florent Manaudou, não conseguiu bater a marca de Cielo.

Hoje com 28 anos, César Cielo se prepara para a terceira Olimpíada da carreira.

Yelena Isinbayeva – salto com vara

Grande nome do salto com vara feminino, que estreou em Jogos Olímpicos apenas em Sydney-2000, Yelena Isinbayeva é dona de uma marca difícil de ser batida nos próximos anos – por outra atleta. Em Pequim-2008, no auge da forma física, a russa conquistou a medalha de ouro com um salto de 5,05m, 25 centímetros a mais que a segunda colocada. Isinbayeva bateu 26 vezes o recorde mundial (in e outdoor) e pretende voltar ao topo do pódio no Rio, após o bronze em Londres. A brasileira Fabiana Murer, campeã mundial em 2011, será uma forte rival para a europeia.

A russa Yelena Isinbayeva posa ao lado do placar que mostra o recorde olímpico de Pequim-2008.

Bob Beamon – salto em distância

É do norte-americano Bob Beamon o recorde olímpico atual mais antigo. O atleta do salto em distância conseguiu a marca de 8,90m no ano de 1968, durante os Jogos Olímpicos da Cidade do México. A altitude do local (2.250m) favoreceu as competições de velocidade e dos saltos por causa da pressão atmosférica, bem menor do que em cidades situadas no nível do mar. Bob Beamon alcançou a impressionante marca logo na primeira tentativa da final e, quase que em estado de choque, saltou apenas mais uma vez, já que o ouro e o recorde já eram deles.

Bob Beamon, representante dos Estados Unidos, venceu a prova do salto em distância na Cidade do México com 71 centímetros de vantagem para o segundo colocado.

Florence Griffith-Joyner – 100m e 200m rasos

Um dos recordes mais controversos é da norte-americana Florence Griffith-Joyner. Na Olimpíada de Seul, 23 anos atrás, a velocista surpreendeu o mundo ao estabelecer novas marcas olímpicas nas duas provas mais rápidas do atletismo feminino: 10.62s nos 100m rasos e 21.34s nos 200m. Até hoje, os tempos são fortíssimos – as medalhas de ouro em Londres-2012 foram conquistadas com os tempos de 10.75s e 21.88s, respectivamente.

Logo após ser a sensação dos Jogos na Coreia, Florence decidiu se aposentar, no auge da carreira. Foi o suficiente para começarem os boatos de que a atleta teria decidido parar para escapar dos exames de doping, que ficariam mais rigorosos a partir do ano seguinte. As acusações, porém, não foram comprovadas até a morte da esportista, por asfixia durante um ataque de epilepsia.

Os Jogos de Seul, em 1988, foram o ápice da carreira de Florence Griffith-Joyner, quando ela conquistou três medalhas de ouro e uma de prata.

Imagens: Getty Images

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