As altas temperaturas das águas do Oceano Pacífico, uma das consequências do fenômeno conhecido como El Niño, alcançaram patamares jamais vistos neste mês de novembro. Segundo dados de estações meteorológicas, a região do Pacífico Equatorial – principalmente na área mais próxima à Costa Oeste das Américas do Sul e Central – apresentou uma média de 3 graus acima do normal pela primeira vez desde que a medicação começou a ser feita, em 1990.
+3.0C in Nino 3.4 this week using OISSTv2- highest on record! Winter should be interesting… #ElNino #climate pic.twitter.com/KqS1YgFX5m
— Eric Blake (@EricBlake12) 16 novembro 2015
A informação pode fazer com que os cientistas mudem de opinião em relação à intensidade do fenômeno deste ano. Se antes os meteorologistas classificavam o El Niño de 2015/16 entre os três mais extremos já registrados, agora há grandes chances de que os impactos no ambiente sejam ainda mais acentuados.
Imagem mostra o calor excessivo registrado no início de novembro no Oceano Pacífico (Reprodução/ WeatherBELL Analytic).
O meteorologista Tom Di Liberato, do Centro de Previsão Climática no estado de Maryland, Estados Unidos, por outro lado, ressalta que apenas uma semana é um período muito curto como indicativo da força do fenômeno. “É certamente impressionante que os dados semanais chegaram a 3 graus Celsius acima, mas estamos tentando dizer que nós não sabemos se este é apenas um pico ou um padrão de longo prazo”, explica, em entrevista ao site Mashable.
Compare and contrast: Weekly SST anomalies for this week in 1982, 1997, and 2015. pic.twitter.com/tEnknEIhPw
— Jason Furtado (@wxjay) 11 novembro 2015
Mesmo assim, cientistas do mundo todo já se preparam para observar outros recordes como esse sendo quebrados nos próximos meses.






